Ponte sobre águas turbulentas (Ou conversa com minha melhor amiga)

Publicado: 21/06/2011 em Crônicas, Do peito
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I’m on your side
When times get rough
And friends just can’t be found
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

Simon & Garfunkel – Bridge Over Troubled Water

Eu mentiria se dissesse que as conseqüências não continuarão comigo por certo tempo. E tenho certeza que esquecerei as conclusões quando houver a próxima vez. Eu tento ficar em mim, calado, buscando disfarçar, mas sempre me entrego quando escrevo palavras que me ajudam a entender. Palavras que você sempre lê e sempre entende, mesmo quando discorda. E entendo teu discordar e tomo para mim, pois sei que é sincero e que me fará bem, mesmo quando parece do avesso.

Agora vem e me diz, você é quem pode me ajudar a compreender. Onde está o erro? Ou qual é o erro? É o tentar? Creio que você vá responder que não, mas não sei, é algo que não me parece tão absurdo assim. Como também não parece absurdo esperar por você para formular a minha decisão final, pois enquanto eu complico você vem para o inverso. E para mim isso é fácil de aceitar pelo simples fato de que sou o que penso e o que decido. E se eu deixo que me ajude a decidir é porque você já é parte de mim, e eu não existo mais sem você.

Quando te conto delas, você sabe que sinto que devo dizer o que sinto, mesmo que seja – em parte – por culpa da noite e da música e das conversas e das bebidas, mas a ação em si não tem nada de anormal. Anormal é quando tenho que passar por esses momentos para dizer algo que estou sentido ou pensando ou até mesmo que estou morrendo apenas por tentar viver completamente. Pois realmente não me sinto sozinho, mas me sinto incompleto. E mesmo quando rio, às vezes não é suficiente. E mesmo quando choro, não parece me fazer bem. E mesmo quando amo, parece meio vago. E mesmo quando odeio, não sinto do jeito correto. E isso não é sobre o amor que sinto por você, mas é sobre o amor que nós dois procuramos em algum lugar que não fazemos idéia e sequer temos qualquer pista.

Mais uma vez eu vou sim deixar para lá (você consegue lembrar quantas vezes já te disse isto e depois você teve que me ouvir dizer que voltei atrás e te fiz sentir vergonha por mim?). Não porque eu não tenha perdido o que construí ou não ligue mais para a ilusão do que poderia ser, mas porque parece o certo do jeito que você me disse. Bem, vou descobrir. E se qualquer dia eu te escrever dizendo que voltei atrás e falei tudo o que não deveria dizer, é porque sei que você sempre estará aí para mim, da mesma forma que sempre estarei aqui para você.

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comentários
  1. Valéria Pinheiro disse:

    Estou contigo, pra ser ponte, porto, e até vento pra vc partir… obrigada, o-bri-ga-da. Se eu soubesse escrever, o faria. =)

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